Renata Bucciarelli disse... Como protestar contra isso???
Entre no meu BLOG
www.renatabucciarelli.zip.net
Ilustríssimos Prefeito e Vereadores de Pomerode
Assim como Farra do Boi, rodeios, vaquejadas e tantas outras manifestações violentas disfarçadas de tradição, a Puxada de Cavalos é uma crueldade absurda. Como podem submeter animais a um esforço excessivo de até 2 toneladas??? Como podem tratar os cavalos como fossem máquinas e obrigá-los a puxar tamanha carga apenas para divertimento humano? Gandhi afirmou uma vez que "A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”. Como a população de Pomerode está tratando seus animais? Os vídeos e as fotos demonstram uma realidade que não queremos ver jamais, não toleramos mesmo. Cavalos não são nossos escravos. Por isso, solicito a imediata proibição de tal prática, fazendo cumprir deste modo o Artigo 32 da Lei 9605/98 de Crimes Ambientais, que considera crime praticar maus-tratos e ferir animais, fatos que se verificam na Puxada de Cavalos.
Brasil: http://www.obafloripa.org/blog/tag/puxada-de-cavalos
Exterior: http://www.oipaitalia.com/festepopolari/appelli/festadeltraino.html
Não podemos fechar os olhos e desistir da nossa luta em defender aqueles que não tem voz para se fazer ouvir; são totalmente subjugados por aqueles que se acham "superiores", com a conivência das autoridades. Sou radicalmente contra essa Barbárie. Senhores nesse ano de Eleições "reflitam" porque assim como permitem que seja arrancado o couro dos animais, terão que aceitar que nós, os eleitores, arranquemos os senhores de seus cargos.
Brasil e Exterior estão aguardando uma solução dos senhores.
Atenciosamente,
NOME COMPLETO: Renata Bucciarelli*
PROFISSÃO: Jornalista
CIDADE: São Paulo - SP
PAÍS: Brasil
De todas as espécies a humana é a mais detestável. Pois o Homem é o único ser que inflige dor por esporte, sabendo que está causando dor. (M.Twain)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
ABAIXO ASSINADO PELA VACINAÇAO GRATUITA CONTRA LEISHMANIOSE
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5542
FAVOR REPASSAR E ASSINAR AJUDE A DIVULGAR
Geraldo Veterinário
Quem ama vacina!
FAVOR REPASSAR E ASSINAR AJUDE A DIVULGAR
Geraldo Veterinário
Quem ama vacina!
Animais perdidos nas ruas ou abandonados são capturados e encaminhados para adoção
O Setor de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Piedade (SP) iniciou o serviço de controle da população de cães na cidade. A ação é realizada em parceria com a Associação de Apoio aos Protetores e aos Animais de Piedade Bichos do Bem. Segundo divulgou o setor, os cães apreendidos e que possuem tutor serão devolvidos mediante o pagamento de multa no valor de R$ 50, mais 2% ao dia de retenção, para custear as despesas. Os animais capturados são encaminhados ao canil instalado no bairro Piratuba, local que pode ser visitado pela população. De acordo com a Diretoria de Saúde de Piedade, cerca de 70% dos cães que atualmente circulam pela cidade são animais semirrestritos, ou seja, que têm tutor, mas vivem nas ruas.
Os tutores que tiverem seus cães recolhidos serão multados (Foto: Reprodução/Jornal Cruzeiro do Sul)
A entidade parceira dispõe de voluntários, entre eles dois veterinários. A Vigilância Sanitária informa que são três as etapas do serviço de controle. A primeira consiste em capturar e abrigar os animais abandonados, obedecendo à seguinte ordem de prioridade: animais feridos, doentes, filhotes e animais no cio. Depois é feita a castração dos animais, após expirado o prazo de procura pelo tutor, que é de sete dias. A castração será ato de prioridade, a fim de evitar a proliferação desordenada de animais abandonados.
Adoção
O último passo do processo é colocar os animais para adoção. Ela será feita mediante preenchimento do Termo de Guarda Responsável pelo Animal, no qual o adotante declara total responsabilidade pela vida e saúde deste. Os animais doados serão entregues castrados, vacinados e vermifugados. A parceria entre a Associação e a Vigilância Sanitária também vai proporcionar, informou a Vigilância Sanitária, a realização de campanhas educativas com o intuito de chamar a atenção da sociedade civil para a responsabilidade de se adotar um animal. Mais informações sobre a captura de cães, pelo telefone (15) 3244-1228.
Os tutores que tiverem seus cães recolhidos serão multados (Foto: Reprodução/Jornal Cruzeiro do Sul)
A entidade parceira dispõe de voluntários, entre eles dois veterinários. A Vigilância Sanitária informa que são três as etapas do serviço de controle. A primeira consiste em capturar e abrigar os animais abandonados, obedecendo à seguinte ordem de prioridade: animais feridos, doentes, filhotes e animais no cio. Depois é feita a castração dos animais, após expirado o prazo de procura pelo tutor, que é de sete dias. A castração será ato de prioridade, a fim de evitar a proliferação desordenada de animais abandonados.
Adoção
O último passo do processo é colocar os animais para adoção. Ela será feita mediante preenchimento do Termo de Guarda Responsável pelo Animal, no qual o adotante declara total responsabilidade pela vida e saúde deste. Os animais doados serão entregues castrados, vacinados e vermifugados. A parceria entre a Associação e a Vigilância Sanitária também vai proporcionar, informou a Vigilância Sanitária, a realização de campanhas educativas com o intuito de chamar a atenção da sociedade civil para a responsabilidade de se adotar um animal. Mais informações sobre a captura de cães, pelo telefone (15) 3244-1228.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
Educadores participam de capacitação sobre guarda responsável
Foto: Divulgação
A capacitação de educadores da rede municipal de Porto Alegre (RS) sobre guarda responsável de animais domésticos teve início nesta quinta-feira, 8 de abril, com o lançamento da cartilha “Uma educação humanitária”, durante seminário realizado pela prefeitura, por intermédio da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos de Porto Alegre (COMPPAD).
No evento, que ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação, os coordenadores pedagógicos das 95 escolas da rede também assistiram a palestras com a advogada Renata Fortes, sobre ética na relação com os animais, e Vanilda Pintos, sobre educação e guarda responsável. A secretária de Educação, Cleci Jurach, falou do trabalho pedagógico inovador que está sendo implantado nas escolas municipais.
O prefeito José Fortunati destacou o papel fundamental dos educadores como formadores de opinião, divulgando questões ligadas à temática animal em sala de aula. “É no processo educacional que vamos conseguir mudar nossa sociedade, ensinando o aluno a respeitar o próximo”, destacou.
Segundo Fortunati, o abandono e maus-tratos a animais são um problema antigo da cidade, que na gestão do prefeito Fogaça começou a ser discutido com seriedade. “O assunto trata de respeito à vida, não vamos resolver o problema de uma hora para outra, mas estamos trabalhando para aprofundar o processo com muita determinação”.
Na ocasião, o secretário do Meio Ambiente, Professor Garcia, lembrou da solicitação, em 2009, do então vice-prefeito José Fortunati para formação de um grupo composto por 12 secretarias para a realização de trabalho inédito sobre políticas públicas para animais domésticos em situação de risco.
Fortunati lembrou ainda ações realizadas pelo COMPADD, como a esterilização e registro, através de micro chip, de cães e gatos pertencentes às primeiras famílias transferidas da Vila Dique para o novo loteamento. Essa ação, juntamente com o lançamento da cartilha, marca o iníco da nova Política de Governo que sistematizará as esterilizações como um dos pilares da política de controle populacional no município.
Cartilha
É um sumário de assuntos relevantes na questão da guarda responsável, na questão das leis, cuidados veterinários, informações sobre personalidade e trato dos animais, questão dos maus tratos, controle populacional e vários outros temas que servirão de referência para o desenvolvimento do Projeto na Rede Municipal de Ensino.
A capacitação de educadores da rede municipal de Porto Alegre (RS) sobre guarda responsável de animais domésticos teve início nesta quinta-feira, 8 de abril, com o lançamento da cartilha “Uma educação humanitária”, durante seminário realizado pela prefeitura, por intermédio da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos de Porto Alegre (COMPPAD).
No evento, que ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação, os coordenadores pedagógicos das 95 escolas da rede também assistiram a palestras com a advogada Renata Fortes, sobre ética na relação com os animais, e Vanilda Pintos, sobre educação e guarda responsável. A secretária de Educação, Cleci Jurach, falou do trabalho pedagógico inovador que está sendo implantado nas escolas municipais.
O prefeito José Fortunati destacou o papel fundamental dos educadores como formadores de opinião, divulgando questões ligadas à temática animal em sala de aula. “É no processo educacional que vamos conseguir mudar nossa sociedade, ensinando o aluno a respeitar o próximo”, destacou.
Segundo Fortunati, o abandono e maus-tratos a animais são um problema antigo da cidade, que na gestão do prefeito Fogaça começou a ser discutido com seriedade. “O assunto trata de respeito à vida, não vamos resolver o problema de uma hora para outra, mas estamos trabalhando para aprofundar o processo com muita determinação”.
Na ocasião, o secretário do Meio Ambiente, Professor Garcia, lembrou da solicitação, em 2009, do então vice-prefeito José Fortunati para formação de um grupo composto por 12 secretarias para a realização de trabalho inédito sobre políticas públicas para animais domésticos em situação de risco.
Fortunati lembrou ainda ações realizadas pelo COMPADD, como a esterilização e registro, através de micro chip, de cães e gatos pertencentes às primeiras famílias transferidas da Vila Dique para o novo loteamento. Essa ação, juntamente com o lançamento da cartilha, marca o iníco da nova Política de Governo que sistematizará as esterilizações como um dos pilares da política de controle populacional no município.
Cartilha
É um sumário de assuntos relevantes na questão da guarda responsável, na questão das leis, cuidados veterinários, informações sobre personalidade e trato dos animais, questão dos maus tratos, controle populacional e vários outros temas que servirão de referência para o desenvolvimento do Projeto na Rede Municipal de Ensino.
domingo, 11 de abril de 2010
Direitos animais enfrentam desprezo e incompreensão no Oriente Médio
Por Joseph Mayton
Traduzido por Giovanna Chinellato (da Redação)
Estávamos andando por um subúrbio de Beirute quando bombas começaram a cair. Chegando no fim da rua, o motorista virou bruscamente pra esquerda e deu uma parada instantânea para que duas libanesas saíssem do veículo, com gaiolas nas mãos, e corressem para dentro do prédio. Saíram alguns minutos mais tarde, com as gaiolas lotadas de cães chorando e alguns gatos.
“Nós temos de salvá-los”, disse Lena, uma defensora dos animais. Esse foi o ápice da guerra do Líbano em 2006, e essa área específica em Beirute foi completamente destruída em questão de dias. Essas mulheres valentes salvaram os animais, apesar das críticas. Nós paramos em um abrigo improvisado para animais ao norte da capital e um grupo de pedestres viu os animais. Eles disseram à Lena: “Você está louca. Salve pessoas, não animais!”. Lena sorriu. Estava acostumada a essas reações. “Animais são importantes porque mostram como tratamos os seres vivos”, ela disse.
Desprezo e incompreensão é o que enfrentam os ativistas no Oriente Médio, e no resto do mundo. “As pessoas simplesmente não entendem”, dizem os defensores dos direitos animais. “As pessoas estão lidando com as próprias vidas e pobreza, então por que se importariam com animais?”. É uma situação difícil.

Jovem palestino levando ovelha para ser morta no Eid al-Adha, em Ramallah. (Foto: Muhammed Muheisen/AP)
Como as Nações Unidas sediou sua primeira conferência internacional pelos direitos animais em Qatar no mês passado, a região aparenta ter finalmente aprendido a agir unida na importância de direitos animais, porém ainda existem problemas. De acordo com a Animals Lebannon, o tráfico de animais, incluindo o de espécies ameaçadas, perde apenas para o tráfico de armas e drogas na região, em termos de contrabando.
No Cairo’s Friday Market, visitantes podem comprar uma variedade de animais que fariam qualquer ativista estremecer. Macacos, crocodilos, falcões e diversas outras espécies em risco de extinção são enjauladas e esperam o próximo comprador. Por quê? De acordo com ativistas, é porque não existem leis por ali, e as que existem não são colocadas em prática. “Os animais rendem um bom preço no mercado negro e podem ser entregues a pessoas ricas da região”, disse um vendedor.
Por que não ter os direitos animais, sob refletores de problemas emergentes, não divulgados pelo governo, a mídia e o público? No cerne da questão parece estar um problema de duas faces, que precisa ser aplacado, se os grupos de defesa desejam melhorar o tratamento dado aos animais no Oriente Médio. Primeiro, as pessoas simplesmente não se importam e não têm informações para continuar. Segundo, os grupos deveriam quebrar o estereótipo de que direitos animais é coisa do ocidente e sem fundamentos na religião. A História mesmo nos diz o contrário. Gatos eram extremamente bem tratados e respeitados nos tempos faraônicos do Egito Antigo.
Hoje, quando ativistas, sejam da PETA – que foram vítimas de deboche por uma demonstração em frente à embaixada australiana em 2006 contra a condição do transporte de bois da Austrália para Oriente Médio – ou de ONGs menores, protestam contra o tratamento dado aos animais no Egito, são expulsos pelos habitantes, que vêem-nos como mensageiros de idéias do oeste que não têm espaço na região.
A Sociedade de Proteção aos Direitos Animais no Egito (Spare) tentou lançar uma campanha recente para educar egípcios sobre a importância de direitos animais. E foram tratados com desprezo e escárnio pelo governo e pela mídia independente, segundo Amina Abaza, a fundadora do grupo. “Eles só riam de nós, perguntando quem se importava com direitos animais”, ela me disse.
A idéia de direitos animais precisa ser remodelado se os grupos em defesa dos animais pretendem alcançar em seus objetivos. Muitos árabes vêem animais como propriedades, cuja existência justifica-se apenas por servirem aos humanos. Eles frequentemente citam versos de Qur’anic para suas ações: “E Ele criou o gado para vocês. Deles você tira afeito e vários benefícios, e a sua carne, vocês comem.” (na-Nahal: 5-8), é o verso mais citado para a justificativa de se comer animais. Mas o profeta também deixou uma gama de restrições no tratamento aos animais. Ele disse que deveriam ser criados com respeito, e mortos de acordo com as regras do Islã. Como então pode existir uma justificativa para os maus-tratos dispensados aos animais na região?
O que precisa acontecer é uma revisão do pensamento e entendimento da população. Em geral, o mundo, incluindo o Oriente Médio, vê os defensores dos animais como radicais, tentando forçar as pessoas a virarem vegetarianas. Essas idéias fazem ativistas parecerem errados e dignos de serem ignorados. A opinião pública na região é praticamente inexistente em relação aos direitos animais, apesar dos esforços da Animals Lebannon e da Spare.
Enjaular animais, contrabandeá-los e tratá-los como propriedades pode ser considerado tortura. Mas quando estrelas internacionais implicam com o tratamento dado aos animais na região, incluindo o seu abate, tais como a crítica de Brigitte Bardot ao festival Eid AL-Adha, os árabes frequentemente vêem essas críticas como hilárias, e argumentam que é parte da religião e da forma que as coisas devem ser.
Independentemente de religião ou de região, os maus-tratos aos animais não se justificam. Qualquer prática que desrespeite os direitos animais é extremamente arcaica e desnecessária.
Com informações de Guardian UK
Traduzido por Giovanna Chinellato (da Redação)
Estávamos andando por um subúrbio de Beirute quando bombas começaram a cair. Chegando no fim da rua, o motorista virou bruscamente pra esquerda e deu uma parada instantânea para que duas libanesas saíssem do veículo, com gaiolas nas mãos, e corressem para dentro do prédio. Saíram alguns minutos mais tarde, com as gaiolas lotadas de cães chorando e alguns gatos.
“Nós temos de salvá-los”, disse Lena, uma defensora dos animais. Esse foi o ápice da guerra do Líbano em 2006, e essa área específica em Beirute foi completamente destruída em questão de dias. Essas mulheres valentes salvaram os animais, apesar das críticas. Nós paramos em um abrigo improvisado para animais ao norte da capital e um grupo de pedestres viu os animais. Eles disseram à Lena: “Você está louca. Salve pessoas, não animais!”. Lena sorriu. Estava acostumada a essas reações. “Animais são importantes porque mostram como tratamos os seres vivos”, ela disse.
Desprezo e incompreensão é o que enfrentam os ativistas no Oriente Médio, e no resto do mundo. “As pessoas simplesmente não entendem”, dizem os defensores dos direitos animais. “As pessoas estão lidando com as próprias vidas e pobreza, então por que se importariam com animais?”. É uma situação difícil.

Jovem palestino levando ovelha para ser morta no Eid al-Adha, em Ramallah. (Foto: Muhammed Muheisen/AP)
Como as Nações Unidas sediou sua primeira conferência internacional pelos direitos animais em Qatar no mês passado, a região aparenta ter finalmente aprendido a agir unida na importância de direitos animais, porém ainda existem problemas. De acordo com a Animals Lebannon, o tráfico de animais, incluindo o de espécies ameaçadas, perde apenas para o tráfico de armas e drogas na região, em termos de contrabando.
No Cairo’s Friday Market, visitantes podem comprar uma variedade de animais que fariam qualquer ativista estremecer. Macacos, crocodilos, falcões e diversas outras espécies em risco de extinção são enjauladas e esperam o próximo comprador. Por quê? De acordo com ativistas, é porque não existem leis por ali, e as que existem não são colocadas em prática. “Os animais rendem um bom preço no mercado negro e podem ser entregues a pessoas ricas da região”, disse um vendedor.
Por que não ter os direitos animais, sob refletores de problemas emergentes, não divulgados pelo governo, a mídia e o público? No cerne da questão parece estar um problema de duas faces, que precisa ser aplacado, se os grupos de defesa desejam melhorar o tratamento dado aos animais no Oriente Médio. Primeiro, as pessoas simplesmente não se importam e não têm informações para continuar. Segundo, os grupos deveriam quebrar o estereótipo de que direitos animais é coisa do ocidente e sem fundamentos na religião. A História mesmo nos diz o contrário. Gatos eram extremamente bem tratados e respeitados nos tempos faraônicos do Egito Antigo.
Hoje, quando ativistas, sejam da PETA – que foram vítimas de deboche por uma demonstração em frente à embaixada australiana em 2006 contra a condição do transporte de bois da Austrália para Oriente Médio – ou de ONGs menores, protestam contra o tratamento dado aos animais no Egito, são expulsos pelos habitantes, que vêem-nos como mensageiros de idéias do oeste que não têm espaço na região.
A Sociedade de Proteção aos Direitos Animais no Egito (Spare) tentou lançar uma campanha recente para educar egípcios sobre a importância de direitos animais. E foram tratados com desprezo e escárnio pelo governo e pela mídia independente, segundo Amina Abaza, a fundadora do grupo. “Eles só riam de nós, perguntando quem se importava com direitos animais”, ela me disse.
A idéia de direitos animais precisa ser remodelado se os grupos em defesa dos animais pretendem alcançar em seus objetivos. Muitos árabes vêem animais como propriedades, cuja existência justifica-se apenas por servirem aos humanos. Eles frequentemente citam versos de Qur’anic para suas ações: “E Ele criou o gado para vocês. Deles você tira afeito e vários benefícios, e a sua carne, vocês comem.” (na-Nahal: 5-8), é o verso mais citado para a justificativa de se comer animais. Mas o profeta também deixou uma gama de restrições no tratamento aos animais. Ele disse que deveriam ser criados com respeito, e mortos de acordo com as regras do Islã. Como então pode existir uma justificativa para os maus-tratos dispensados aos animais na região?
O que precisa acontecer é uma revisão do pensamento e entendimento da população. Em geral, o mundo, incluindo o Oriente Médio, vê os defensores dos animais como radicais, tentando forçar as pessoas a virarem vegetarianas. Essas idéias fazem ativistas parecerem errados e dignos de serem ignorados. A opinião pública na região é praticamente inexistente em relação aos direitos animais, apesar dos esforços da Animals Lebannon e da Spare.
Enjaular animais, contrabandeá-los e tratá-los como propriedades pode ser considerado tortura. Mas quando estrelas internacionais implicam com o tratamento dado aos animais na região, incluindo o seu abate, tais como a crítica de Brigitte Bardot ao festival Eid AL-Adha, os árabes frequentemente vêem essas críticas como hilárias, e argumentam que é parte da religião e da forma que as coisas devem ser.
Independentemente de religião ou de região, os maus-tratos aos animais não se justificam. Qualquer prática que desrespeite os direitos animais é extremamente arcaica e desnecessária.
Com informações de Guardian UK
Denúncias sobre o Canil Municipal de São Leopoldo / RS
Priscila Herman
priherman@gmail.com
Cenas fortes, mas que precisam ser divulgadas!
O CEMPA é um canil municipal de São Leopoldo/RS.
Antes, ele se chamava ALPA e as condições dos animais foram se tornando precárias.
Depois de muitas denúncias, a prefeitura tomou conta do lugar (hoje chamado de CEMPA), porém, não muito tempo depois, a situação está igual, senão pior do que antes.
AJUDE E DIVULGUE! É urgente!
http://www.youtube.com/watch?v=5Dp9DsdMhkE
http://www.youtube.com/watch?v=yIYfgh8b0nE
http://www.youtube.com/watch?v=nGrKqX2HfqA
http://www.youtube.com/watch?v=ltiOIyl7cww
priherman@gmail.com
Cenas fortes, mas que precisam ser divulgadas!
O CEMPA é um canil municipal de São Leopoldo/RS.
Antes, ele se chamava ALPA e as condições dos animais foram se tornando precárias.
Depois de muitas denúncias, a prefeitura tomou conta do lugar (hoje chamado de CEMPA), porém, não muito tempo depois, a situação está igual, senão pior do que antes.
AJUDE E DIVULGUE! É urgente!
http://www.youtube.com/watch?v=5Dp9DsdMhkE
http://www.youtube.com/watch?v=yIYfgh8b0nE
http://www.youtube.com/watch?v=nGrKqX2HfqA
http://www.youtube.com/watch?v=ltiOIyl7cww
CCZ de Bauru (SP) enfrentará processo por extermínio de animais
A polêmica em torno da morte de animais no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) agora deve chegar à Justiça.
“As denúncias sobre os maus-tratos são antigas, mas agora temos todas as provas necessárias para tomarmos providências legais contra os responsáveis”, diz o José Hermann Schroeder, 49 anos, advogado da Ong Naturae Vitae.
Segundo José, o número de cães e gatos mortos pelo CCZ gira em torno de 500 por mês.
“O que foi apurado pela Beatriz [Schuler, do Instituto Vidadigna] e pelos assessores do Feliciano [Filho, deputado estadual-PV] é um ultraje e alguém tem que ser responsabilizado”, afirma a presidente da Ong Naturae Vitae Fátima Schroeder, 37. Ela ainda fala mais sobre a descoberta dos crimes.
“Os assessores e a Beatriz viram um funcionário levando o cão para caminhar e ‘desestressar’, aí ele volta morto… um absurdo!”, conta, indignada sobre o suposto “passeio dos horrores”.
Povo nas ruas cobra uma solução
Nas ruas, o assunto também é bastante comentado. “É dever dos órgãos públicos encontrar uma maneira de controlar as doenças sem matar os animais”, diz a operadora de cobrança Vanessa Gavioli, 22.
“Podemos até discutir sobre os animais doentes, mas se estão sacrificando os saudáveis, a coisa está muito errada”, comenta Rogério Rodrigues, 29, funcionário da CPFL. Até o termo “sacrifício” está sendo discutido.
“O que o CCZ está fazendo não é ‘sacrifício’ porque a questão poderia ser resolvida de outra maneira. Quando você mata tantos animais assim, ‘sacrifício’ parece leve demais”, afirma o advogado José Hermann Schroeder. “Nós cobraremos legalmente explicações do diretor da CCZ [José Rodrigues Neto], queremos saber o porquê desta prática”, diz.
Nesta sexta, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que não vai se pronunciar enquanto não for comunicada de alguma ação judicial.
Fonte: Rede Bom Dia
“As denúncias sobre os maus-tratos são antigas, mas agora temos todas as provas necessárias para tomarmos providências legais contra os responsáveis”, diz o José Hermann Schroeder, 49 anos, advogado da Ong Naturae Vitae.
Segundo José, o número de cães e gatos mortos pelo CCZ gira em torno de 500 por mês.
“O que foi apurado pela Beatriz [Schuler, do Instituto Vidadigna] e pelos assessores do Feliciano [Filho, deputado estadual-PV] é um ultraje e alguém tem que ser responsabilizado”, afirma a presidente da Ong Naturae Vitae Fátima Schroeder, 37. Ela ainda fala mais sobre a descoberta dos crimes.
“Os assessores e a Beatriz viram um funcionário levando o cão para caminhar e ‘desestressar’, aí ele volta morto… um absurdo!”, conta, indignada sobre o suposto “passeio dos horrores”.
Povo nas ruas cobra uma solução
Nas ruas, o assunto também é bastante comentado. “É dever dos órgãos públicos encontrar uma maneira de controlar as doenças sem matar os animais”, diz a operadora de cobrança Vanessa Gavioli, 22.
“Podemos até discutir sobre os animais doentes, mas se estão sacrificando os saudáveis, a coisa está muito errada”, comenta Rogério Rodrigues, 29, funcionário da CPFL. Até o termo “sacrifício” está sendo discutido.
“O que o CCZ está fazendo não é ‘sacrifício’ porque a questão poderia ser resolvida de outra maneira. Quando você mata tantos animais assim, ‘sacrifício’ parece leve demais”, afirma o advogado José Hermann Schroeder. “Nós cobraremos legalmente explicações do diretor da CCZ [José Rodrigues Neto], queremos saber o porquê desta prática”, diz.
Nesta sexta, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que não vai se pronunciar enquanto não for comunicada de alguma ação judicial.
Fonte: Rede Bom Dia
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Dicas basicas para proteção animal
Ambiente:
O animal deve ficar em áreas ventiladas
O local deve ser lavado com água sanitária diariamente de forma a manter a higiene adequada para o animal
Protege-los do sol forte e das chuvas
Higiene
No banho utilizar sabão neutro e a freqüência deve ser mensal ou quinzenal,tamponar os condutos auditivos com algodão
O animal deve ser escovado diariamente
Deve-se limpar o pavilhão auricular com éter diluído em álcool
Alimentação
Ração conforme indicação veterinária, o comedouro deve ser mantido limpo
Aguá fresca, limpa e a vontade
Vacinação
Deve-se vacinar e vermifugar periodicamente seu animal para evitar doenças, consulte seu veterinário
Não leve o animal á rua antes da vacinação e não permita contato com outros animais
Cuidados
1- Não ofereça gordura, doces, massas, ossos de frango para seu animal.
2- Sempre que levá-lo para passear mantenha-o com guia.
3- Deixe seu animal sempre com coleira e não esqueça de identifica-lo com nome e telefone pois no caso de perda quem o achar poderá devolve-lo.
4- Manter fora do alcance de seu animal produtos de limpeza, produtos tóxicos, medicamentos e plantas que oferecem risco de envenenamento.
5- Lembre-se quando for adquirir um animal que ele não será filhote sempre, vai crescer e envelhecer, portanto viverá com você por grande parte de sua vida.
Vamos falar sobre esterilização?
Você pensa que castrar animais é crueldade? Pense então nos milhares de animais abandonados ao relento, adquirindo doenças e que por diversas vezes são capturados por carrocinhas e mortos sem dó nem piedade. Vamos evitar que esse quadro se repita por várias e várias vezes, vamos enumerar as diversas vantagens:
Controle populacional dos animais
Menor risco de adquirir doenças como: câncer de mama, infecção uterina, câncer nos testiculos, entre outras
Maior espectativa de vida
Machos se tornam mais caseiros, envolvem-se pouco em batalhas campais e sofrem menos atropelamento nas ruas
Melhora com o problema de excesso de latidos, uivos e miados
O gato perde o hábito de urinar nas paredes e moveis e a urina perde o cheiro forte
Desaparece a irritação e a agressividade que algumas fêmeas apresentam no período fértil assim como tendência a fugir de casa
Acaba com o sangramento das fêmeas e com animais machos no portão de sua residência
Ele ficará com aspecto mais saudável e raramente engordará
Precisa de mais benefícios?
Esterilize seu animal e convença as outras pessoas a fazerem o mesmo!
O animal deve ficar em áreas ventiladas
O local deve ser lavado com água sanitária diariamente de forma a manter a higiene adequada para o animal
Protege-los do sol forte e das chuvas
Higiene
No banho utilizar sabão neutro e a freqüência deve ser mensal ou quinzenal,tamponar os condutos auditivos com algodão
O animal deve ser escovado diariamente
Deve-se limpar o pavilhão auricular com éter diluído em álcool
Alimentação
Ração conforme indicação veterinária, o comedouro deve ser mantido limpo
Aguá fresca, limpa e a vontade
Vacinação
Deve-se vacinar e vermifugar periodicamente seu animal para evitar doenças, consulte seu veterinário
Não leve o animal á rua antes da vacinação e não permita contato com outros animais
Cuidados
1- Não ofereça gordura, doces, massas, ossos de frango para seu animal.
2- Sempre que levá-lo para passear mantenha-o com guia.
3- Deixe seu animal sempre com coleira e não esqueça de identifica-lo com nome e telefone pois no caso de perda quem o achar poderá devolve-lo.
4- Manter fora do alcance de seu animal produtos de limpeza, produtos tóxicos, medicamentos e plantas que oferecem risco de envenenamento.
5- Lembre-se quando for adquirir um animal que ele não será filhote sempre, vai crescer e envelhecer, portanto viverá com você por grande parte de sua vida.
Vamos falar sobre esterilização?
Você pensa que castrar animais é crueldade? Pense então nos milhares de animais abandonados ao relento, adquirindo doenças e que por diversas vezes são capturados por carrocinhas e mortos sem dó nem piedade. Vamos evitar que esse quadro se repita por várias e várias vezes, vamos enumerar as diversas vantagens:
Controle populacional dos animais
Menor risco de adquirir doenças como: câncer de mama, infecção uterina, câncer nos testiculos, entre outras
Maior espectativa de vida
Machos se tornam mais caseiros, envolvem-se pouco em batalhas campais e sofrem menos atropelamento nas ruas
Melhora com o problema de excesso de latidos, uivos e miados
O gato perde o hábito de urinar nas paredes e moveis e a urina perde o cheiro forte
Desaparece a irritação e a agressividade que algumas fêmeas apresentam no período fértil assim como tendência a fugir de casa
Acaba com o sangramento das fêmeas e com animais machos no portão de sua residência
Ele ficará com aspecto mais saudável e raramente engordará
Precisa de mais benefícios?
Esterilize seu animal e convença as outras pessoas a fazerem o mesmo!
Crueldades com Animais em Rodeios
Informações
Ferramenta - Modalidades
Laudos, Pareceres, Estudos e Depoimentos
Outras Informações - Proibição dos Rodeios
O Que Fazer
Ferramentas
Nos rodeios são utilizados bovídeos, eqüinos e até mesmo caprinos, todos expostos à pretensa dominação do ser humano, que se utiliza de diversas artimanhas e apetrechos para que o animal pareça bravio e então seja domado pelos valentes peões (ou será cowboys?).
Dentre os instrumentos mais utilizados para que os animais corcoveiem, há alguns que são visíveis por todos os presentes:
- Sedém:
Espécie de cinta, de crina e pêlo, que se amarra na virilha do animal e que faz com que ele pule. Momentos antes de o brete ser aberto para que o animal entre na arena, o sedém é puxado com força, comprimindo ainda mais a região dos vazios dos animais, provocando muita dor, já que nessa região existem órgãos, como parte dos intestinos, bem como a região do prepúcio, onde se aloja o pênis. Há, inclusive, diversos laudos comprovando os maus-tratos aos animais submetidos à utilização do sedém, como veremos em tópico a seguir, e desmistificando o dito por aqueles que são favoráveis aos rodeios, de que o sedém provoca apenas cócegas. Aliás, mesmo que considerássemos que o sedém cause apenas cócegas, devemos ressaltar a definição de cócegas como sendo "uma sensação particular, irritante, que provoca movimentos espasmódicos".
Portanto, mesmo que apenas as cócegas fossem causadas, por si só já caracterizam os maus-tratos. Importante também dizermos que sedém macio, como o trazido no bojo da Lei n.º 10.519/02, que dispõe sobre a promoção e a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de rodeio e dá
outras providências, não evita o sofrimento dos animais, já que a região onde são colocados são extremamente sensíveis, e, portanto, inócua essa tentativa de minimização dos efeitos de danos que os sedéns causam aos animais. Finalmente, lembremos que diferentemente do que dizem, não é durante apenas os 8 segundos de montaria que o sedém é comprimido no animal.
Oito segundos é o tempo que o peão deve permanecer no dorso do animal, porém deve-se lembrar que o sedém e colocado e comprimido tempos antes do animal ser colocado na arena (ainda no brete) e também tempos depois da montaria. Além disso, há declarações de peões de que treinam de 6 a 8 horas diárias, portanto, todo este tempo o animal estará sendo maltratado.
- Esporas:
As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos peões, servindo para golpear o animal (na cabeça, pescoço e baixo-ventre), fazendo, em conjunto com o sedém e outros instrumentos, com que o animal corcoveie de forma intensa. Além disso, quanto maior o número de golpes com as esporas, mais pontos são contados na montaria. Sem fundamento o argumento de que as esporas rombas (não pontiagudas) não causam danos físicos nos animais, pois ocorre a má utilização destes instrumentos, e como dissemos anteriormente, visa-se golpear o animal e, portanto, com ou sem pontas, as esporas machucam o animal, normalmente provocando cortes na região cutânea e perfuração no
globo ocular.
- Peiteira:
Consiste em outra corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo do animal, logo atrás da axila. A forte pressão que este instrumento exerce no animal acaba causando-lhe ferimentos e muita dor também.
- Polaco (sinos):
Na peitera são colocados sinos, os quais produzem um barulho altamente irritante ao animal, o qual fica ainda mais intenso a cada pulo seu.
Aliás, ressaltemos que a irritação que o polaco causa aos touros é inclusive reconhecida pelos próprios apreciadores e praticantes de rodeios, já que é definido em sites do gênero como: "sinos de metal colocados no touro para irritá-lo" (sic).
Existem ainda alguns apetrechos e métodos utilizados para colaborar com as "acrobacias" dos animais que são utilizados nos bastidores de rodeios, além da situação estressante que os animais são submetidos nos momentos que antecedem sua entrada nas arenas. Dentre eles podemos citar:
- objetos pontiagudos: pregos, pedras, alfinetes e arames em forma de anzol são colocados nos sedenhos ou sob a sela do animal;
- choques elétricos e mecânicos: aplicados nas partes sensíveis do animal antes da entrada à arena;
- terebintina, pimenta e outras substâncias abrasivas: são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem. As substâncias abrasivas em contato com cortes e outros ferimentos no corpo do animal causa uma sensação de ardor insuportável;
- golpes e marretadas: na cabeça do animal, seguido de choque elétrico, costumam produzir convulsões no animal e são os métodos mais usados quando o animal já está velho ou cansado, com a finalidade de provocar sua morte.
- descorna: o chifre dos bovídeos, para a realização de determinadas provas, é "aparado" com a utilização de um serrote, sem anestésico, e causando sangramentos e dor aos animais;
- transporte dos animais: os animais são transportados em minúsculos espaços, e para que embarquem ou desembarquem dos caminhões, são obrigados a passarem por rampas, sendo que muitas vezes os animais escorregam e se fraturam neste ato;
- brete: é o local onde ficam confinados os animais antes da prova e onde são preparados para montaria. Neste momento o animal passa por uma situação enorme de estresse, tendo-se inclusive sérios estudos a respeito, como veremos em item a seguir.
- alimentação: na maioria das vezes, os animais recebem sim boa alimentação, mas não nos deixemos que este fato nos engane, achando que por este motivo os animais são bem tratados. Na verdade, o animal, para ser forte e poder entrar na arena e cumprir bem sua "função", tem que estar forte e com saúde, por isso não há como não lhe prover boa alimentação e o mínimo de cuidados. Porém, com certeza isso não anula os maus-tratos que já reportamos anteriormente.
Modalidades
Além dos métodos e apetrechos utilizados para incitar o animal a corcovear e a correr de forma voraz dentro das arenas que já citamos, mister sabermos ainda quais são as modalidades que se praticam nos rodeios, para que entendamos os maus-tratos aos animais praticados em cada uma delas.
A seguir trazemos as modalidades segundo a Federação Nacional de Rodeio Completo:
- bull riding: montaria em touro. O animal é esporeado, especialmente na região do baixo-ventre;
- laçada de bezerro (calf roping): animal de apenas 40 dias é perseguido em velocidade pelo cavaleiro, sendo laçado e derrubado ao chão. Ocorre ruptura na medula espinhal, ocasionando morte instantânea. Alguns ficam paralíticos ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia. O resultado de ser atirado violentamente para o chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos levando o animal a uma morte lenta e dolorosa;
- laço em dupla (team roping): dois cowboys saem em disparada, sendo que um deve laçar a cabeça do animal, e o outro as pernas traseiras. Em seguida os peões esticam o boi entre si, resultando em ligamentos e tendões distendidos, além de músculos machucados;
- bulldogging: dois cavaleiros, em velocidade, ladeiam o animal que é derrubado por um deles, segurando pelos chifres e torcendo seu pescoço;
- bareback: montaria em cavalo, em que o peão se coloca em posição quase horizontal, devendo "marcar o animal" logo no primeiro pulo, posicionando as duas esporas no pescoço do cavalo;
- sela americana (saddle bronc): montaria em cavalo em que é preciso "marcar o animal" posicionando-se as esporas no pescoço do animal logo no primeiro pulo e no segundo pulo o peão deve puxar as esporas seguindo uma angulação que sai da paleta, passa pela barriga e chega até o final da sela, na
traseira do cavalo. Quanto maior a angulação, maior a nota.
- cutiano: montaria em cavalo, em que o peão fica apoiado unicamente em duas cordas que são amarradas à peiteira, fazendo com que o animal sofra ainda mais a compressão causada por esse instrumento. No primeiro pulo, o peão posiciona as esporas entre o pescoço e a paleta. A partir do segundo pulo, as esporas devem ser puxadas em direção à cava da paleta. Quanto mais esporeadas forem dadas, maiores as chances de se conquistar notas altas.
Laudos, Pareceres, Estudos e Depoimentos
São muitas as manifestações de técnicos no que concerne aos maus-tratos ou não aos animais em rodeios.
A maioria do material aborda especialmente a questão dos sedéns, sendo que a grande maioria os laudos, estudos e pareceres abominam a utilização deste apetrecho, conforme comprovamos a seguir com a citação de diversos trechos importantes dos documentos em voga.
A professora Júlia Matera, presidente da comissão de ética da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, in Parecer Técnico sobre a potencialidade lesiva de sedém, peiteiras, choques elétricos e mecânicos e esporas em cavalos e bois diz: "A utilização de sedém,
peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais, em intensidade correspondente à intensidade dos estímulos. Além da dor física, esses estímulos causam também sofrimento mental aos animais, uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos à sua
integridade".
Importantíssimo também serem trazidos à baila os estudo da Dra. Irvênia Luiza de Santis Prada, professora titular emérita de anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, in Diversão humana e sofrimento animal - Rodeio: "O sedém é aplicado na região da virilha, bastante
sensível já por ser de pele fina mas, principalmente, por ser área de localização de órgãos genitais. No caso dos bovinos, o sedém passa sobre o pênis e, nos cavalos, pelo menos compromete a porção mais anterior do prepúcio.
(...)
Quanto à possibilidade de produção de dor física pelo uso do sedém, a identidade de organização das vias neurais da dor no ser humano e nos animais é bastante sugestiva de que eles sintam, sim, dor física. O contrário é que na se pode dizer, isto é, nada existe, em ciência, que provem que os animais não sentem dor com tal procedimento.
(...)
A identidade de organização morfo-funcional existente entre o sistema nervoso do homem e dos animais é altamente sugestiva de que os animais vivenciem sofrimento físico e mental quando submetidos aos procedimentos do chamado rodeio completo".
Em relação às provas de laço, mister citarmos trecho do laudo exarado pelo perito veterinário, Dr. José Lincoln Leite de Campos, nomeado pelo MM. Juízo de Jaguariúna, nos autos da ação popular n.º 649/01, referindo-se à edição de 2003 do Jaguariúna Rodeo Festival: "(...) quando fugindo da condição que
foi imposta a ele, é laçado [bezerro de 40 dias de idade], sofre um tranco, podendo ocorrer danos no seu pescoço, causando lesões leves, graves ou gravíssimas, reversíveis ou irreversíveis, podendo até leva-los à morte".
Complementando perfeitamente o dito pelo ilmo. perito supra-referido, importante mencionarmos o depoimento do médico veterinário E. J. Finocchio, publicado em março de 1990, na revista The Animals Agenda: "Testemunhei a morte instantânea de bezerros após a ruptura da medula espinhal. Também
cuidei de bezerros que ficaram paralíticos e cujas traquéias foram total ou parcialmente rompidas. Ser atirado violentamente ao chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos, resultando em uma morte lenta e agonizante".
Ainda em relação à ação pular anteriormente citada em Jaguariúna, no ano de 2002, o ilmo. sr. perito, Dr. Roberto de Lacerda Russo relata que "Alguns cavalos e touros possuíam cicatrizes antigas e recentes, decorrentes do uso de equipamentos como sedéns e esporas. Havia cavalos com cicatrizes na
região frontal da cabeça, ocasionadas por traumas ocorridos dentro dos bretes. Tais cicatrizes podiam ser vistas a olho nu e houve filmagem durante as provas em que se constatou que enquanto os animais aguardavam a saída para arena, eram tomados de muito estresse, pois se debatiam com muita freqüência. (...)
Em relação à montaria, constatamos a utilização do sedém e sino. Em alguns peões constatamos a utilização de esporas pontiagudas e serrilhadas nas extremidades. Observamos o uso normal desses equipamentos, mesmo sabendo que já são proibidos por lei".
Especificamente em relação às provas e à utilização do sedém, afirma o citado perito: "As reações à dor são inevitáveis neste caso, não importando o material usado na confecção.
- A modalidade Bulldog (...) possibilita grave risco de fratura na coluna do animal, deslocamento de vértebras e também rupturas musculares.
- A modalidade Team Roping (...) possibilitam as lesões físicas similares à modalidade Bulldog, com riscos de óbito.
- A modalidade Calf Roping (...) foi observado que a parada abrupta do animal possibilita fratura ou deslocamento na coluna, em razão do golpe sofrido, por serem os bezerros jovens e frágeis, com risco de virem à óbito.
(...)
Do ponto de vista técnico, observamos lesões externas em alguns animais, principalmente na região inguinal, com pele avermelhada e irritada, decorrente do uso de sedém, mesmo 12 horas após o evento. E também várias cicatrizes sob a forma de cortes na região cutânea do pescoço e baixo ventre, decorrente do uso de esporas, havendo fotos e filmagem para demonstrar tal fato."
Sobre as conseqüências dos constantes maus-tratos aos animais de rodeio, marcante o dito pelo Dr. C. G. Harber, médico veterinário com trinta anos de experiência como inspetor de carne da USDA, acostumado a receber animais de rodeio destinados para o abate após 10 ou 15 anos de "trabalhos", em artigo publicado em março de 1990, na revista The Animals Agenda: "O pessoal dos rodeios manda seus animais aos matadouros, onde tenho visto gado tão machucado, que as únicas áreas em que a pele continuava ligada eram na cabeça, pescoço e pernas. Tenho visto animais com seis a oito costelas
separadas da coluna vertebral e, às vezes, penetrando os pulmões. Tenho visto entre dois e três galões de sangue livre acumulado debaixo da pele solta."
Além dos grandes danos físicos causados aos animais nos rodeios, como já expusemos fartamente, devemos ressaltar também o sofrimento a que os animais são submetidos, e para tanto suscitamos mais uma vez a festejada Dr. Irvênia Prada, em seu já citado trabalho: "Outro aspecto que nos chama atenção é o que se observa nas fotos dos animais, em plena atividade, nesses eventos.
Nessas fotos, os olhos dos animais mostram uma grande área arredondada, luminosa, conseqüente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de
processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo, pânico etc.) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando o chamado "Síndrome de Emergência de Cânon" (to fight or to flight - lutar ou fugir). Quando o ser humano ou o animal se sente ameaçado, agredido,
assustado, automaticamente seu organismo é preparado para essa situação. Acontece então taquicardia (aumento da freqüência cardíaca), aumento da pressão arterial, dilatação dos brônquios, aumento de aporte sangüíneo para os músculos, diminuição de sangue no território cutâneo, transformação rápida de glicogênio em glicose e dilatação das pupilas (midríase). No
ambiente da arena de rodeio, o esperado seria que os animais estivessem em miose, pela presença de luz. Assim, a midríase que exibem é altamente indicativa de que estejam na vigência do citado Síndrome de Emergência, o que caracteriza sofrimento mental."
Neste mesmo sentido o laudo do Dr. José Eduardo Albernaz, perito nomeado pelo MM. Juízo da 1ª Vara Cível de Presidente Prudente, nos autos da ação civil pública n.º 2.098/97, quando indagado pelo ilustríssimo membro do Ministério Público local se, quando posta em risco a integridade dos órgãos
dos animais, estes sentem-se ameaçados e sofrem alguma espécie de pânico, medo ou qualquer outro sofrimento mental, bem como o que caracteriza tais ameaças aos animais, tendo-se como respostas: "(...) sendo uma região composta de órgãos externos, extremamente sensíveis (testículos, escroto,
pênis e prepúcio), com estruturas essencialmente de tecidos de camadas finas, vasos, artérias, veias e nervos, ao serem comprimidos, levam os animais a um estado de medo, pavor, provocados por uma intensidade determinada de dor. Podemos caracterizar esse fator como Síndrome de Emergência de Cânon."
Finalmente, não poderíamos deixar de citar que existem alguns pouquíssimos laudos que afirmam que os animais nos rodeios não sofrem maus-tratos, entre eles laudos provenientes da UNESP e da Universidade de Uberlândia.
Porém, devemos ser enfáticos ao ressaltar que estas instituições promovem o rodeio universitário, e, portanto, são totalmente parciais em relação ao assunto.
Em especial a UNESP, cujos laudos foram assinados por professor ligado diretamente aos Independentesde Barretos, produziu laudos sem base científica alguma, quais sejam, o proveniente do Projeto Sedém, pois colheram sêmen de animais não submetidos ao sedém e o proveniente da
Avaliação Técnico-Científica da Utilização de Sedém em Bovinos, quando deixaram o sedém apenas envolto na virilha dos animais, sem exercer qualquer compressão, e, portanto, não fazendo o animal corcovear ou se estressar como se na arena estivesse.
Cotejando-se os laudos pró com os contra os rodeios, parece-nos não haver dúvidas, não?
Outras Informações
Depoimento:
Segundo a Dra. Irvênia Prada, que foi por muitos anos Professora Titular da Faculdade de Medicina da USP e tendo mais de uma centenas de trabalhos publicados em Anatomia Animal, ao observar as fotos dos animais em plena atividade no rodeio declarou: "os olhos dos animais mostram uma grande área
arredondada, luminosa, conseqüente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo,
pânico..) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando a chamada Síndrome de Emergência de Canon. No ambiente da arena de rodeio, o esperado seria que os animais estivessem em miose, pela presença de luz. Assim, a midríase que exibem é altamente indicativa de que estejam na
vigência da citada Síndrome de Emergência, o que caracteriza o sofrimento mental."
- Não Existe Rodeio Sem Crueldade:
Os abusos e maus-tratos praticados contra os animais são confirmados através de material escrito (pareceres técnicos, decisões judiciais), fotografados e filmados (DVDs).
- Nenhum Animal Salta e Corcoveia Sem o Uso do Sedém: Se o animal apresenta esse comportamento independentemente do uso de qualquer instrumento é porque rejeita a montaria, sendo forçado a ser
montado seguidamente nas condições adversas que ocorrem nos rodeios, com muita luz, gritos do público,som altíssimo e explosão de fogos de artifício, constituindo-se, no mínimo, em abuso, o que também é considerado crime. Posto que a crueldade contra os animais inserida nas práticas de
rodeio é inerente à prática dos rodeios fica evidente que os rodeios são ilegais. A crueldade é proibida pela nossa legislação, incluindo a própria Constituição Federal.
- Fazendo Frente ao Mito:
Num estudo conduzido pela Humane Society of the United States, dois cavalos conhecidos pelos seus temperamentos gentis foram submetidos ao uso da cinta no flanco. Ambos pularam dando coices até a cinta sair. Então vários cavalos do circuito de rodeio foram liberados dos currais sem a cinta no flanco e
não pularam nem deram coices, mostrando que o comportamento selvagem e frenético dos animais é induzido pelos cowboys e promotores dos rodeios.
- O Fim da Trilha:
O médico veterinário Dr. C.G. Haber, que passou 30 anos como inspetor federal de carne, trabalhou em matadouros e viu vários animais descartados de rodeios sendo vendidos para abate. Ele descreveu os animais como "tão machucados que as únicas áreas em que a pele estava ligada à carne eram
cabeça, pescoço, pernas e abdome. Eu vi animais com 6 a 8 costelas quebradas à partir da coluna, muitas vezes perfurando os pulmões. Eu vi de 2 a 3 galões de sangue livre acumulado sobre a pele solta. Estes ferimentos são resultado dos animais serem laçados nos torneios de laçar novilhos ou quando são montados através de pulos nas luta de bezerros." (1)
Os promotores de rodeio argumentam que precisam tratar seus animais bem para que eles sejam saudáveis e possam ser usados. Mas esta afirmativa é desmentida por uma declaração do Dr. T.K. Hardy, um veterinário e às vezes laçador de bezerros, feita à revista Newsweek: "Eu mantenho 30 cabeças de gado para prática, a U$200 por cabeça. Você pode aleijar três ou quatro numa tarde... É um hobby bem caro." (2) Infelizmente existe um fornecimento constante de animais descartados à disposição dos promotores de rodeios os quais tiveram seus próprios animais esgotados ou irremediavelmente feridos. Conforme o Dr. Harber documentou,os circuitos de rodeio são apenas um desvio na estrada dos matadouros.
- Escolhas e Oportunidades:
Embora os cowboys de rodeio voluntariamente arrisquem-se a sofrer injúrias nos eventos em que participam, os animais que eles usam não têm esta escolha. Em 1986, no rodeio de Calgary em Alberta no Canadá, um dos maiores rodeios da América do Norte, oito cavalos foram mortos ou fatalmente feridos num acidente numa corrida de carroças. Pelo fato da velocidade ser importante em vários rodeios, o risco de acidentes é alto. Bezerros laçados quando estão correndo a mais de 27 milhas por hora, têm seus pescoços tracionados para trás pelo laço, geralmente resultando em injúrias no
pescoço e costas,contusões, ossos quebrados e hemorragias internas.
Bezerros ficam paralíticos devido à lesão de coluna vertebral ou suas traquéias ficam parcialmente ou totalmente machucadas.(3) Bezerros são usados apenas em um rodeio antes de voltarem ao rancho ou serem sacrificados devido aos ferimentos.(4)
Os cavalos dos rodeios geralmente desenvolvem problemas de coluna devido aos repetidos golpes que sofrem. Devido ao fato de cavalos não ficarem normalmente pulando para cima e para baixo,existe também o risco de lesão das patas quando o tendão se rompe.
As regras da associação de rodeios não são eficazes na prevenção de lesões e não são cobradas com rigor, nem as multas são severas o bastante para evitar maus tratos. Por exemplo, se um bezerro é ferido num torneio, a única punição é que o laçador não poderá laçar outro animal naquele dia. Se o
laçador arrastar o bezerro, ele poderá ser desclassificado. Não há regras protegendo os animais durante as provas e não há nenhum observador objetivo ou exames requisitados para determinar se um animal foi ferido num evento.(6)
1.Human Society of the United States, interview with C.G. Haber, DVM (Rossburg, Ohio),1979
2."Rodeo :American Tragedy or Legalized Cruelty?" The Animals Agenda, March 1990
3.Dr. E.J. Finocchio, DVM, Letter to Rhode Island State Legislature. Feb. 28, 1989
4."Rodeo Critics Call It "Legalized Cruelty", San Francisco Chronicle, June 25, 1981
5.Lipsher, Steve, "Veterinarian Calls Rodeos Brutal to Stock" Denver Post, Jan 20, 1991
6.Schmitz, Jon "Council Bucks Masloff’s Veto On Rodeo Bill" Pittsburgh Press, Nov27, 1990
Fonte Suipa
Proibição dos Rodeios
Devido a tudo o que de ilegal envolve a realização dos rodeios, eles têm sido proibidos através de leis ou de decisões judiciais, em muitos municípios, como o de São Paulo (Lei municipal 11.359/17-05-93, que proíbe a realização de rodeios, touradas e eventos similares) e Rio de Janeiro (Lei municipal 3879/04, que proíbe a realização de rodeios, touradas e eventos similares).
Em São Paulo, principal estado onde acontecem esses eventos, a proibição total ocorreu em vários municípios e Comarcas (em alguns casos a decisão judicial não impede o rodeio, mas sim o uso de instrumentos (o que torna o espetáculo inviável). A exemplo, podemos citar os seguintes municípios:
Proibição por lei:
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Sorocaba
- Guarulhos
- Jundiaí.
- Mogí das Cruzes (a lei foi aprovada recentemente, está ainda aguardando sanção).
Proibição por decisões judiciais:
- Ribeirão Preto
- Ribeirão Bonito
- Itu
- São Pedro
- Bauru
- Arealva
- Avaí
- Itupeva
- Cabreuva
- Américo Brasiliense
- Rincão
- Santa Lúcia
- Boa Esperança do Sul
- Cravinhos
Há numerosas ações em andamento, algumas já com decisão de primeiro grau, mas ainda em tramitação
O Que Fazer
Você tomou conhecimento que está sendo ou será realizado um rodeio em sua cidade ou próximo à sua residência:
- NÃO vá a rodeios;
- Conscientize as pessoas a não irem a rodeios;
- Imprima panfletos educacionais e distribua o máximo que puder:
- Denuncie, chame a polícia e faça um TC (cite o Art. 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98) onde há lei que proíba. Caso essa lei não exista em seu município, pressione os políticos a promulgá-la. Recolha uma lista de assinaturas em papel com nome, endereço e RG, e entregue-o à Câmara dos
Vereadores.
- Fotografe e/ou filme os animais nos "bretes" e na arena, antes, durante e depois do rodeio - provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.
Ferramenta - Modalidades
Laudos, Pareceres, Estudos e Depoimentos
Outras Informações - Proibição dos Rodeios
O Que Fazer
Ferramentas
Nos rodeios são utilizados bovídeos, eqüinos e até mesmo caprinos, todos expostos à pretensa dominação do ser humano, que se utiliza de diversas artimanhas e apetrechos para que o animal pareça bravio e então seja domado pelos valentes peões (ou será cowboys?).
Dentre os instrumentos mais utilizados para que os animais corcoveiem, há alguns que são visíveis por todos os presentes:
- Sedém:
Espécie de cinta, de crina e pêlo, que se amarra na virilha do animal e que faz com que ele pule. Momentos antes de o brete ser aberto para que o animal entre na arena, o sedém é puxado com força, comprimindo ainda mais a região dos vazios dos animais, provocando muita dor, já que nessa região existem órgãos, como parte dos intestinos, bem como a região do prepúcio, onde se aloja o pênis. Há, inclusive, diversos laudos comprovando os maus-tratos aos animais submetidos à utilização do sedém, como veremos em tópico a seguir, e desmistificando o dito por aqueles que são favoráveis aos rodeios, de que o sedém provoca apenas cócegas. Aliás, mesmo que considerássemos que o sedém cause apenas cócegas, devemos ressaltar a definição de cócegas como sendo "uma sensação particular, irritante, que provoca movimentos espasmódicos".
Portanto, mesmo que apenas as cócegas fossem causadas, por si só já caracterizam os maus-tratos. Importante também dizermos que sedém macio, como o trazido no bojo da Lei n.º 10.519/02, que dispõe sobre a promoção e a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de rodeio e dá
outras providências, não evita o sofrimento dos animais, já que a região onde são colocados são extremamente sensíveis, e, portanto, inócua essa tentativa de minimização dos efeitos de danos que os sedéns causam aos animais. Finalmente, lembremos que diferentemente do que dizem, não é durante apenas os 8 segundos de montaria que o sedém é comprimido no animal.
Oito segundos é o tempo que o peão deve permanecer no dorso do animal, porém deve-se lembrar que o sedém e colocado e comprimido tempos antes do animal ser colocado na arena (ainda no brete) e também tempos depois da montaria. Além disso, há declarações de peões de que treinam de 6 a 8 horas diárias, portanto, todo este tempo o animal estará sendo maltratado.
- Esporas:
As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos peões, servindo para golpear o animal (na cabeça, pescoço e baixo-ventre), fazendo, em conjunto com o sedém e outros instrumentos, com que o animal corcoveie de forma intensa. Além disso, quanto maior o número de golpes com as esporas, mais pontos são contados na montaria. Sem fundamento o argumento de que as esporas rombas (não pontiagudas) não causam danos físicos nos animais, pois ocorre a má utilização destes instrumentos, e como dissemos anteriormente, visa-se golpear o animal e, portanto, com ou sem pontas, as esporas machucam o animal, normalmente provocando cortes na região cutânea e perfuração no
globo ocular.
- Peiteira:
Consiste em outra corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo do animal, logo atrás da axila. A forte pressão que este instrumento exerce no animal acaba causando-lhe ferimentos e muita dor também.
- Polaco (sinos):
Na peitera são colocados sinos, os quais produzem um barulho altamente irritante ao animal, o qual fica ainda mais intenso a cada pulo seu.
Aliás, ressaltemos que a irritação que o polaco causa aos touros é inclusive reconhecida pelos próprios apreciadores e praticantes de rodeios, já que é definido em sites do gênero como: "sinos de metal colocados no touro para irritá-lo" (sic).
Existem ainda alguns apetrechos e métodos utilizados para colaborar com as "acrobacias" dos animais que são utilizados nos bastidores de rodeios, além da situação estressante que os animais são submetidos nos momentos que antecedem sua entrada nas arenas. Dentre eles podemos citar:
- objetos pontiagudos: pregos, pedras, alfinetes e arames em forma de anzol são colocados nos sedenhos ou sob a sela do animal;
- choques elétricos e mecânicos: aplicados nas partes sensíveis do animal antes da entrada à arena;
- terebintina, pimenta e outras substâncias abrasivas: são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem. As substâncias abrasivas em contato com cortes e outros ferimentos no corpo do animal causa uma sensação de ardor insuportável;
- golpes e marretadas: na cabeça do animal, seguido de choque elétrico, costumam produzir convulsões no animal e são os métodos mais usados quando o animal já está velho ou cansado, com a finalidade de provocar sua morte.
- descorna: o chifre dos bovídeos, para a realização de determinadas provas, é "aparado" com a utilização de um serrote, sem anestésico, e causando sangramentos e dor aos animais;
- transporte dos animais: os animais são transportados em minúsculos espaços, e para que embarquem ou desembarquem dos caminhões, são obrigados a passarem por rampas, sendo que muitas vezes os animais escorregam e se fraturam neste ato;
- brete: é o local onde ficam confinados os animais antes da prova e onde são preparados para montaria. Neste momento o animal passa por uma situação enorme de estresse, tendo-se inclusive sérios estudos a respeito, como veremos em item a seguir.
- alimentação: na maioria das vezes, os animais recebem sim boa alimentação, mas não nos deixemos que este fato nos engane, achando que por este motivo os animais são bem tratados. Na verdade, o animal, para ser forte e poder entrar na arena e cumprir bem sua "função", tem que estar forte e com saúde, por isso não há como não lhe prover boa alimentação e o mínimo de cuidados. Porém, com certeza isso não anula os maus-tratos que já reportamos anteriormente.
Modalidades
Além dos métodos e apetrechos utilizados para incitar o animal a corcovear e a correr de forma voraz dentro das arenas que já citamos, mister sabermos ainda quais são as modalidades que se praticam nos rodeios, para que entendamos os maus-tratos aos animais praticados em cada uma delas.
A seguir trazemos as modalidades segundo a Federação Nacional de Rodeio Completo:
- bull riding: montaria em touro. O animal é esporeado, especialmente na região do baixo-ventre;
- laçada de bezerro (calf roping): animal de apenas 40 dias é perseguido em velocidade pelo cavaleiro, sendo laçado e derrubado ao chão. Ocorre ruptura na medula espinhal, ocasionando morte instantânea. Alguns ficam paralíticos ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia. O resultado de ser atirado violentamente para o chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos levando o animal a uma morte lenta e dolorosa;
- laço em dupla (team roping): dois cowboys saem em disparada, sendo que um deve laçar a cabeça do animal, e o outro as pernas traseiras. Em seguida os peões esticam o boi entre si, resultando em ligamentos e tendões distendidos, além de músculos machucados;
- bulldogging: dois cavaleiros, em velocidade, ladeiam o animal que é derrubado por um deles, segurando pelos chifres e torcendo seu pescoço;
- bareback: montaria em cavalo, em que o peão se coloca em posição quase horizontal, devendo "marcar o animal" logo no primeiro pulo, posicionando as duas esporas no pescoço do cavalo;
- sela americana (saddle bronc): montaria em cavalo em que é preciso "marcar o animal" posicionando-se as esporas no pescoço do animal logo no primeiro pulo e no segundo pulo o peão deve puxar as esporas seguindo uma angulação que sai da paleta, passa pela barriga e chega até o final da sela, na
traseira do cavalo. Quanto maior a angulação, maior a nota.
- cutiano: montaria em cavalo, em que o peão fica apoiado unicamente em duas cordas que são amarradas à peiteira, fazendo com que o animal sofra ainda mais a compressão causada por esse instrumento. No primeiro pulo, o peão posiciona as esporas entre o pescoço e a paleta. A partir do segundo pulo, as esporas devem ser puxadas em direção à cava da paleta. Quanto mais esporeadas forem dadas, maiores as chances de se conquistar notas altas.
Laudos, Pareceres, Estudos e Depoimentos
São muitas as manifestações de técnicos no que concerne aos maus-tratos ou não aos animais em rodeios.
A maioria do material aborda especialmente a questão dos sedéns, sendo que a grande maioria os laudos, estudos e pareceres abominam a utilização deste apetrecho, conforme comprovamos a seguir com a citação de diversos trechos importantes dos documentos em voga.
A professora Júlia Matera, presidente da comissão de ética da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, in Parecer Técnico sobre a potencialidade lesiva de sedém, peiteiras, choques elétricos e mecânicos e esporas em cavalos e bois diz: "A utilização de sedém,
peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais, em intensidade correspondente à intensidade dos estímulos. Além da dor física, esses estímulos causam também sofrimento mental aos animais, uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos à sua
integridade".
Importantíssimo também serem trazidos à baila os estudo da Dra. Irvênia Luiza de Santis Prada, professora titular emérita de anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, in Diversão humana e sofrimento animal - Rodeio: "O sedém é aplicado na região da virilha, bastante
sensível já por ser de pele fina mas, principalmente, por ser área de localização de órgãos genitais. No caso dos bovinos, o sedém passa sobre o pênis e, nos cavalos, pelo menos compromete a porção mais anterior do prepúcio.
(...)
Quanto à possibilidade de produção de dor física pelo uso do sedém, a identidade de organização das vias neurais da dor no ser humano e nos animais é bastante sugestiva de que eles sintam, sim, dor física. O contrário é que na se pode dizer, isto é, nada existe, em ciência, que provem que os animais não sentem dor com tal procedimento.
(...)
A identidade de organização morfo-funcional existente entre o sistema nervoso do homem e dos animais é altamente sugestiva de que os animais vivenciem sofrimento físico e mental quando submetidos aos procedimentos do chamado rodeio completo".
Em relação às provas de laço, mister citarmos trecho do laudo exarado pelo perito veterinário, Dr. José Lincoln Leite de Campos, nomeado pelo MM. Juízo de Jaguariúna, nos autos da ação popular n.º 649/01, referindo-se à edição de 2003 do Jaguariúna Rodeo Festival: "(...) quando fugindo da condição que
foi imposta a ele, é laçado [bezerro de 40 dias de idade], sofre um tranco, podendo ocorrer danos no seu pescoço, causando lesões leves, graves ou gravíssimas, reversíveis ou irreversíveis, podendo até leva-los à morte".
Complementando perfeitamente o dito pelo ilmo. perito supra-referido, importante mencionarmos o depoimento do médico veterinário E. J. Finocchio, publicado em março de 1990, na revista The Animals Agenda: "Testemunhei a morte instantânea de bezerros após a ruptura da medula espinhal. Também
cuidei de bezerros que ficaram paralíticos e cujas traquéias foram total ou parcialmente rompidas. Ser atirado violentamente ao chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos, resultando em uma morte lenta e agonizante".
Ainda em relação à ação pular anteriormente citada em Jaguariúna, no ano de 2002, o ilmo. sr. perito, Dr. Roberto de Lacerda Russo relata que "Alguns cavalos e touros possuíam cicatrizes antigas e recentes, decorrentes do uso de equipamentos como sedéns e esporas. Havia cavalos com cicatrizes na
região frontal da cabeça, ocasionadas por traumas ocorridos dentro dos bretes. Tais cicatrizes podiam ser vistas a olho nu e houve filmagem durante as provas em que se constatou que enquanto os animais aguardavam a saída para arena, eram tomados de muito estresse, pois se debatiam com muita freqüência. (...)
Em relação à montaria, constatamos a utilização do sedém e sino. Em alguns peões constatamos a utilização de esporas pontiagudas e serrilhadas nas extremidades. Observamos o uso normal desses equipamentos, mesmo sabendo que já são proibidos por lei".
Especificamente em relação às provas e à utilização do sedém, afirma o citado perito: "As reações à dor são inevitáveis neste caso, não importando o material usado na confecção.
- A modalidade Bulldog (...) possibilita grave risco de fratura na coluna do animal, deslocamento de vértebras e também rupturas musculares.
- A modalidade Team Roping (...) possibilitam as lesões físicas similares à modalidade Bulldog, com riscos de óbito.
- A modalidade Calf Roping (...) foi observado que a parada abrupta do animal possibilita fratura ou deslocamento na coluna, em razão do golpe sofrido, por serem os bezerros jovens e frágeis, com risco de virem à óbito.
(...)
Do ponto de vista técnico, observamos lesões externas em alguns animais, principalmente na região inguinal, com pele avermelhada e irritada, decorrente do uso de sedém, mesmo 12 horas após o evento. E também várias cicatrizes sob a forma de cortes na região cutânea do pescoço e baixo ventre, decorrente do uso de esporas, havendo fotos e filmagem para demonstrar tal fato."
Sobre as conseqüências dos constantes maus-tratos aos animais de rodeio, marcante o dito pelo Dr. C. G. Harber, médico veterinário com trinta anos de experiência como inspetor de carne da USDA, acostumado a receber animais de rodeio destinados para o abate após 10 ou 15 anos de "trabalhos", em artigo publicado em março de 1990, na revista The Animals Agenda: "O pessoal dos rodeios manda seus animais aos matadouros, onde tenho visto gado tão machucado, que as únicas áreas em que a pele continuava ligada eram na cabeça, pescoço e pernas. Tenho visto animais com seis a oito costelas
separadas da coluna vertebral e, às vezes, penetrando os pulmões. Tenho visto entre dois e três galões de sangue livre acumulado debaixo da pele solta."
Além dos grandes danos físicos causados aos animais nos rodeios, como já expusemos fartamente, devemos ressaltar também o sofrimento a que os animais são submetidos, e para tanto suscitamos mais uma vez a festejada Dr. Irvênia Prada, em seu já citado trabalho: "Outro aspecto que nos chama atenção é o que se observa nas fotos dos animais, em plena atividade, nesses eventos.
Nessas fotos, os olhos dos animais mostram uma grande área arredondada, luminosa, conseqüente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de
processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo, pânico etc.) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando o chamado "Síndrome de Emergência de Cânon" (to fight or to flight - lutar ou fugir). Quando o ser humano ou o animal se sente ameaçado, agredido,
assustado, automaticamente seu organismo é preparado para essa situação. Acontece então taquicardia (aumento da freqüência cardíaca), aumento da pressão arterial, dilatação dos brônquios, aumento de aporte sangüíneo para os músculos, diminuição de sangue no território cutâneo, transformação rápida de glicogênio em glicose e dilatação das pupilas (midríase). No
ambiente da arena de rodeio, o esperado seria que os animais estivessem em miose, pela presença de luz. Assim, a midríase que exibem é altamente indicativa de que estejam na vigência do citado Síndrome de Emergência, o que caracteriza sofrimento mental."
Neste mesmo sentido o laudo do Dr. José Eduardo Albernaz, perito nomeado pelo MM. Juízo da 1ª Vara Cível de Presidente Prudente, nos autos da ação civil pública n.º 2.098/97, quando indagado pelo ilustríssimo membro do Ministério Público local se, quando posta em risco a integridade dos órgãos
dos animais, estes sentem-se ameaçados e sofrem alguma espécie de pânico, medo ou qualquer outro sofrimento mental, bem como o que caracteriza tais ameaças aos animais, tendo-se como respostas: "(...) sendo uma região composta de órgãos externos, extremamente sensíveis (testículos, escroto,
pênis e prepúcio), com estruturas essencialmente de tecidos de camadas finas, vasos, artérias, veias e nervos, ao serem comprimidos, levam os animais a um estado de medo, pavor, provocados por uma intensidade determinada de dor. Podemos caracterizar esse fator como Síndrome de Emergência de Cânon."
Finalmente, não poderíamos deixar de citar que existem alguns pouquíssimos laudos que afirmam que os animais nos rodeios não sofrem maus-tratos, entre eles laudos provenientes da UNESP e da Universidade de Uberlândia.
Porém, devemos ser enfáticos ao ressaltar que estas instituições promovem o rodeio universitário, e, portanto, são totalmente parciais em relação ao assunto.
Em especial a UNESP, cujos laudos foram assinados por professor ligado diretamente aos Independentesde Barretos, produziu laudos sem base científica alguma, quais sejam, o proveniente do Projeto Sedém, pois colheram sêmen de animais não submetidos ao sedém e o proveniente da
Avaliação Técnico-Científica da Utilização de Sedém em Bovinos, quando deixaram o sedém apenas envolto na virilha dos animais, sem exercer qualquer compressão, e, portanto, não fazendo o animal corcovear ou se estressar como se na arena estivesse.
Cotejando-se os laudos pró com os contra os rodeios, parece-nos não haver dúvidas, não?
Outras Informações
Depoimento:
Segundo a Dra. Irvênia Prada, que foi por muitos anos Professora Titular da Faculdade de Medicina da USP e tendo mais de uma centenas de trabalhos publicados em Anatomia Animal, ao observar as fotos dos animais em plena atividade no rodeio declarou: "os olhos dos animais mostram uma grande área
arredondada, luminosa, conseqüente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo,
pânico..) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando a chamada Síndrome de Emergência de Canon. No ambiente da arena de rodeio, o esperado seria que os animais estivessem em miose, pela presença de luz. Assim, a midríase que exibem é altamente indicativa de que estejam na
vigência da citada Síndrome de Emergência, o que caracteriza o sofrimento mental."
- Não Existe Rodeio Sem Crueldade:
Os abusos e maus-tratos praticados contra os animais são confirmados através de material escrito (pareceres técnicos, decisões judiciais), fotografados e filmados (DVDs).
- Nenhum Animal Salta e Corcoveia Sem o Uso do Sedém: Se o animal apresenta esse comportamento independentemente do uso de qualquer instrumento é porque rejeita a montaria, sendo forçado a ser
montado seguidamente nas condições adversas que ocorrem nos rodeios, com muita luz, gritos do público,som altíssimo e explosão de fogos de artifício, constituindo-se, no mínimo, em abuso, o que também é considerado crime. Posto que a crueldade contra os animais inserida nas práticas de
rodeio é inerente à prática dos rodeios fica evidente que os rodeios são ilegais. A crueldade é proibida pela nossa legislação, incluindo a própria Constituição Federal.
- Fazendo Frente ao Mito:
Num estudo conduzido pela Humane Society of the United States, dois cavalos conhecidos pelos seus temperamentos gentis foram submetidos ao uso da cinta no flanco. Ambos pularam dando coices até a cinta sair. Então vários cavalos do circuito de rodeio foram liberados dos currais sem a cinta no flanco e
não pularam nem deram coices, mostrando que o comportamento selvagem e frenético dos animais é induzido pelos cowboys e promotores dos rodeios.
- O Fim da Trilha:
O médico veterinário Dr. C.G. Haber, que passou 30 anos como inspetor federal de carne, trabalhou em matadouros e viu vários animais descartados de rodeios sendo vendidos para abate. Ele descreveu os animais como "tão machucados que as únicas áreas em que a pele estava ligada à carne eram
cabeça, pescoço, pernas e abdome. Eu vi animais com 6 a 8 costelas quebradas à partir da coluna, muitas vezes perfurando os pulmões. Eu vi de 2 a 3 galões de sangue livre acumulado sobre a pele solta. Estes ferimentos são resultado dos animais serem laçados nos torneios de laçar novilhos ou quando são montados através de pulos nas luta de bezerros." (1)
Os promotores de rodeio argumentam que precisam tratar seus animais bem para que eles sejam saudáveis e possam ser usados. Mas esta afirmativa é desmentida por uma declaração do Dr. T.K. Hardy, um veterinário e às vezes laçador de bezerros, feita à revista Newsweek: "Eu mantenho 30 cabeças de gado para prática, a U$200 por cabeça. Você pode aleijar três ou quatro numa tarde... É um hobby bem caro." (2) Infelizmente existe um fornecimento constante de animais descartados à disposição dos promotores de rodeios os quais tiveram seus próprios animais esgotados ou irremediavelmente feridos. Conforme o Dr. Harber documentou,os circuitos de rodeio são apenas um desvio na estrada dos matadouros.
- Escolhas e Oportunidades:
Embora os cowboys de rodeio voluntariamente arrisquem-se a sofrer injúrias nos eventos em que participam, os animais que eles usam não têm esta escolha. Em 1986, no rodeio de Calgary em Alberta no Canadá, um dos maiores rodeios da América do Norte, oito cavalos foram mortos ou fatalmente feridos num acidente numa corrida de carroças. Pelo fato da velocidade ser importante em vários rodeios, o risco de acidentes é alto. Bezerros laçados quando estão correndo a mais de 27 milhas por hora, têm seus pescoços tracionados para trás pelo laço, geralmente resultando em injúrias no
pescoço e costas,contusões, ossos quebrados e hemorragias internas.
Bezerros ficam paralíticos devido à lesão de coluna vertebral ou suas traquéias ficam parcialmente ou totalmente machucadas.(3) Bezerros são usados apenas em um rodeio antes de voltarem ao rancho ou serem sacrificados devido aos ferimentos.(4)
Os cavalos dos rodeios geralmente desenvolvem problemas de coluna devido aos repetidos golpes que sofrem. Devido ao fato de cavalos não ficarem normalmente pulando para cima e para baixo,existe também o risco de lesão das patas quando o tendão se rompe.
As regras da associação de rodeios não são eficazes na prevenção de lesões e não são cobradas com rigor, nem as multas são severas o bastante para evitar maus tratos. Por exemplo, se um bezerro é ferido num torneio, a única punição é que o laçador não poderá laçar outro animal naquele dia. Se o
laçador arrastar o bezerro, ele poderá ser desclassificado. Não há regras protegendo os animais durante as provas e não há nenhum observador objetivo ou exames requisitados para determinar se um animal foi ferido num evento.(6)
1.Human Society of the United States, interview with C.G. Haber, DVM (Rossburg, Ohio),1979
2."Rodeo :American Tragedy or Legalized Cruelty?" The Animals Agenda, March 1990
3.Dr. E.J. Finocchio, DVM, Letter to Rhode Island State Legislature. Feb. 28, 1989
4."Rodeo Critics Call It "Legalized Cruelty", San Francisco Chronicle, June 25, 1981
5.Lipsher, Steve, "Veterinarian Calls Rodeos Brutal to Stock" Denver Post, Jan 20, 1991
6.Schmitz, Jon "Council Bucks Masloff’s Veto On Rodeo Bill" Pittsburgh Press, Nov27, 1990
Fonte Suipa
Proibição dos Rodeios
Devido a tudo o que de ilegal envolve a realização dos rodeios, eles têm sido proibidos através de leis ou de decisões judiciais, em muitos municípios, como o de São Paulo (Lei municipal 11.359/17-05-93, que proíbe a realização de rodeios, touradas e eventos similares) e Rio de Janeiro (Lei municipal 3879/04, que proíbe a realização de rodeios, touradas e eventos similares).
Em São Paulo, principal estado onde acontecem esses eventos, a proibição total ocorreu em vários municípios e Comarcas (em alguns casos a decisão judicial não impede o rodeio, mas sim o uso de instrumentos (o que torna o espetáculo inviável). A exemplo, podemos citar os seguintes municípios:
Proibição por lei:
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Sorocaba
- Guarulhos
- Jundiaí.
- Mogí das Cruzes (a lei foi aprovada recentemente, está ainda aguardando sanção).
Proibição por decisões judiciais:
- Ribeirão Preto
- Ribeirão Bonito
- Itu
- São Pedro
- Bauru
- Arealva
- Avaí
- Itupeva
- Cabreuva
- Américo Brasiliense
- Rincão
- Santa Lúcia
- Boa Esperança do Sul
- Cravinhos
Há numerosas ações em andamento, algumas já com decisão de primeiro grau, mas ainda em tramitação
O Que Fazer
Você tomou conhecimento que está sendo ou será realizado um rodeio em sua cidade ou próximo à sua residência:
- NÃO vá a rodeios;
- Conscientize as pessoas a não irem a rodeios;
- Imprima panfletos educacionais e distribua o máximo que puder:
- Denuncie, chame a polícia e faça um TC (cite o Art. 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98) onde há lei que proíba. Caso essa lei não exista em seu município, pressione os políticos a promulgá-la. Recolha uma lista de assinaturas em papel com nome, endereço e RG, e entregue-o à Câmara dos
Vereadores.
- Fotografe e/ou filme os animais nos "bretes" e na arena, antes, durante e depois do rodeio - provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.
NÃO SE CALE, DENUNCIE
"Como denunciar maus tratos de animais"
Caso você saiba ou veja maus-tratos de animais, dirija-se a uma delegacia local faça um boletim de ocorrência ou, na duvida, no receio, compareça ao fórum para orientar-se com um promotor de justiça, a denuncia de maus tratos é legitimada pelo artigo 32 da lei federal nº 9.605 de 1998 (lei de crime ambiental).
Ao dirigir-se a delegacia leve com você o nº da lei, pois a maioria das vezes as autoridades não tem conhecimento dessa lei.
O escrivão tem por obrigação ouvir seu relato e instaurar inquérito policial ou lavrar um Termo Circunstanciado. Se se negar a fazê-lo, sob algum pretexto informe-o que você poderá responsabilizá-lo por crime de prevaricação previsto no Art. 319 do Código Penal.
O escrivão irá tentar barrar seu acesso ao Delegado, mas o mesmo tem dever de lhe atender e de fazer cumprir a lei, faça valer seus direitos.
Os animais no Brasil são sujeitos de direitos, são representados em Juízo pelo Ministério Público ou pelos representantes das sociedades protetoras de animais ( 3º art. 2º do Decreto 24.645/34 ) por este motivo a autoridade local tem obrigação de fazer cumprir a lei federal que protege os mesmos.
Leve para Delegacia laudo ou atestado veterinário, fotos, número de placa ou qualquer prova para auxiliar no processo.
Saiba o que reza a lei de defesa dos animais:
Decreto 24.645/34 art. 1º “todos os animais existentes no país são tutelados pelo estado” e em seu art 2º parágrafo 3º “os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais”. Portanto você não será o autor do processo judicial, o Delegado encaminhará ao Juízo para abertura da competente ação, onde o Autor da ação será o ESTADO.
Crimes contra animais silvestres (animais pertencentes a espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres que tenha sua vida ocorrendo dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais), denuncie para o Ibama tel. 0800-618080 – Linha Verde.
No Estado do Rio de Janeiro é proibido espetáculo em circo que tenha atração com animal, denuncie (21) 2253-1177.
O que compreende maus tratos:
Envenenamento, tráfico de animais, trabalhos forçados, brigas de cães e galos, manter animal trancafiado em local pequeno ou permanentemente acorrentado, golpear ou mutilar um animal, agressão física ao animal indefeso, abandoná-lo a própria sorte, não levá-lo ao veterinário em caso de doença, mantê-lo em local anti-higiênico etc...
NÃO SE CALE, DENUNCIE
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Ao dirigir-se a delegacia leve com você o nº da lei, pois a maioria das vezes as autoridades não tem conhecimento dessa lei.
O escrivão tem por obrigação ouvir seu relato e instaurar inquérito policial ou lavrar um Termo Circunstanciado. Se se negar a fazê-lo, sob algum pretexto informe-o que você poderá responsabilizá-lo por crime de prevaricação previsto no Art. 319 do Código Penal.
O escrivão irá tentar barrar seu acesso ao Delegado, mas o mesmo tem dever de lhe atender e de fazer cumprir a lei, faça valer seus direitos.
Os animais no Brasil são sujeitos de direitos, são representados em Juízo pelo Ministério Público ou pelos representantes das sociedades protetoras de animais ( 3º art. 2º do Decreto 24.645/34 ) por este motivo a autoridade local tem obrigação de fazer cumprir a lei federal que protege os mesmos.
Leve para Delegacia laudo ou atestado veterinário, fotos, número de placa ou qualquer prova para auxiliar no processo.
Saiba o que reza a lei de defesa dos animais:
Decreto 24.645/34 art. 1º “todos os animais existentes no país são tutelados pelo estado” e em seu art 2º parágrafo 3º “os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais”. Portanto você não será o autor do processo judicial, o Delegado encaminhará ao Juízo para abertura da competente ação, onde o Autor da ação será o ESTADO.
Crimes contra animais silvestres (animais pertencentes a espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres que tenha sua vida ocorrendo dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais), denuncie para o Ibama tel. 0800-618080 – Linha Verde.
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O que compreende maus tratos:
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